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quinta-feira, 1 de outubro de 2009



"Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.

Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...

Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.

Desculpa... se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."


(Te olho nos olhos, Ana Carolina)

domingo, 4 de janeiro de 2009

(D)esperança

"Quem espera, desespera." - Autoria Desconhecida.

2009 é um novo ano e tudo promete ser diferente, parece ser uma oportunidade que se abre para nós, uma oportunidade de fazer tudo diferente, de consertar o que está errado, como um rito de passagem entre o que é e o que vai ser...

“mas o que vai ser não vai ser porque é um novo ano, porque são novos ares ou porque a nossa sorte vai mudar, mas o que vai ser, será, única e exclusivamente, porque nós faremos com que seja!
Os dias são todos iguais, 31 de Dezembro de 2008 não é diferente de 01 de Janeiro de 2009 e de nenhum outro dia de qualquer ano, nada faz com que os dias sejam especiais, exceto as nossas ações.

'temos todo o tempo do mundo, não temos tempo a perder. Nosso suor sagrado é bem mais belo que este sangue amargo'

A minha grande questão é: Por que esperar para que no ano que vem as coisas mudem?
Por que adiar a felicidade?

E se nosso tempo for escasso?
O tempo é ágil e hábil na arte de apagar, dores, mas também alegrias, ódio, mas também amor. Temo que ele passe e vá varrendo tudo o que hoje é bonito.
Tenho medo de que as coisas mudem, de que eu mude, meus sentimentos, porque eles são tão efêmeros, tão inconstantes, tão voláteis, que posso perder a oportunidade de me sentir como no sonho, quando tudo parece fazer sentido e, no momento seguinte, percebo que perdi a chance.
É uma pena a forma como deixamos as oportunidades escaparem, é triste...
Por nos importarmos tanto com o futuro, não vivemos o presente em plenitude. Vamos deixando, pro futuro, pro futuro, para ser melhor, no futuro.
Se no futuro vai ser ou não diferente, não importa tanto assim, o que importa, por ora é o presente, então qual a razão para não deixarmos o futuro no futuro?
Falando assim parece simples, é tudo tão bonito no reino das palavras (e é exatamente por isso que eu gosto tanto dele), pena que não seja assim no plano do real.
Mas, na minha opinião, fugir do tempo, matar o tempo, não enfrentá-lo é um gesto de covardia, porque aproveitar ou não o momento, aquele momento em que o coração bate mais forte e a mente parece fugir do controle, pode inclusive determinar o rumo de nossas vidas de forma positiva, ou causar destruição.
'Do jeito que tiver que ser, será.' Será?
Eu estive pensando em como esta 'filosofia' é passiva, covarde, afinal por que adiamos as coisas, senão por medo? O medo me parece a justificativa mais plausível para que não busquemos a felicidade. Medo de não encontrá-la.
A gente perde em não aceitar que a vida é feita de riscos e se não nos arriscarmos, talvez nunca saberemos o que é, de fato, viver... é o medo do fracasso que impede a felicidade humana, embora saibamos que o fracasso é inerente a um ser humano imperfeito.
Preciso aprender a lidar com o tempo e tudo o que eu peço é uma chance. Tudo o que queremos é uma oportunidade de viver as coisas, independente do tempo. Não vejo razão para não 'fazer no hoje' o que eu mais desejo. A única razão é a ignorância. O medo é ignorância!
Preciso aprender a lidar com o tempo, respeitar o meu tempo e o tempo do outro, mas isso tudo não parece fazer muito sentido pra mim e tenho uma razão para isso: a nossa própria finitude. Não somos imortais, e definitivamente o que eu não quero é morrer frustrada por viver dando tempo ao tempo que não temos.
Por enquanto, para mim, o Carpe Diem faz mais sentido!”

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um voto pela expansão da lei seca.


Se beber não dirija...
E nem tente filosofar.

Ontem, voltando da faculdade, pude entender melhor, e na prática, o tipo de situação que provavelmente inspirou a autoria da expressão popular "filosofia de botequim".
Tarde da noite, a agitada rua do bairro parece mais cenário de filme de suspense, escura e pouquíssimo movimentada, as únicas pessoas que ainda estão acordadas são alguns bêbados na porta do bar, falando alto e intimidando quem passa sozinho e a pé.
O papo parece realmente interessante, pois há uma estridência espasmódica em suas vozes, mas pudera, nestas condições...
Ao passo que me aproximo, posso ouvir o discurso de um dos indivíduos, que diz:
"Na vida, só tem dois tipos de pessoas. Ou você é o jogador, ou é a bola. Um nasce para chutar, o outro, para ser chutado."
Continuo caminhando, cada vez mais depressa devido ao horário, mas agora, surpreendo-me chegando a uma conclusão:
É por essas e outras que o Brasil é o país do futebol.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Parece que tudo que temos são retalhos do passado.